segunda-feira, 16 de março de 2015

Lana Del Rey - Ride


UM MISTÉRIO CHAMADO LANA DEL REY - Vitor Dirami

Era uma vez uma artista muito talentosa, muito bonita e muito tímida. De repente, ela resolveu se transformar em outra, atendendo pelo nome de Lana Del Rey. O sucesso chegou e ela continuou muito talentosa, muito bonita, muito misteriosa e muito triste. Conheça este enigma chamado Lana Del Rey.

Lana Del Rey nasceu Elizabeth Woolridge Grant, em Nova York, a 21 de junho de 1986. A garota teve uma adolescência conturbada e um começo de carreira bastante difícil. Ela ingressou na música de forma descompromissada. Depois que a descobriu, passou a cantar em diversos clubes da cidade, usando pseudônimos. Aos 18 anos, já cantava em boates do Brooklyn, tornando-se famosa na cena underground nova-iorquina. Apesar de algum reconhecimento adquirido, ela não encarava a música de forma profissional. Segundo a própria, "Quando eu cheguei em Nova York, quando eu tinha 18 anos, eu comecei a cantar em clubes no Brooklyn - eu tenho bons amigos e fãs devotados na cena underground, mas nós estávamos tocando uns para os outros naquele momento - e foi isso."

Depois de anos de tentativas frustradas, seu primeiro EP foi finalmente lançado em outubro de 2008, pelo selo independente do produtor David Kahne, o primeiro a levar a sério o trabalho dela. No EP intitulado Kill Kill, que trazia três canções, já é possível identificar os elementos que marcam seu trabalho atualmente - referências do jazz, blues e eletrônica, com vocais que lembram Marilyn Monroe.

Seu primeiro álbum foi lançado em 2010, também pela 5 Points Records de David Kahne, incluindo treze faixas - a maioria compostas apenas por ela; outras, em parceria com Kahne. O álbum, chamado Lana Del Ray a.k.a. Lizzy Grant, não chegou a ter grande repercussão, apesar de ter sido lançado digitalmente na loja iTunes - principalmente, por ter sido tirado repentinamente de catálogo, segundo ela, porque a gravadora era incapaz de financiá-lo. Vários "mistérios" cercam o rompimento de Grant e Kahne. Segundo boatos, ela teria começado a trabalhar com um novo empresário e a partir daí resolveu redirecionar seu estilo. Grant também comprou os direitos do álbum e mandou tirá-lo de circulação.

Após a nebulosa separação de Kahne, Grant deu início à verdadeira reviravolta de sua carreira. Ela empreendeu uma grande mudança de visual, como pode observar-se no clipe da canção "Video Games", seu primeiro grande hit, lançado no fim de 2011 pela Stranger Records. Grant aparece com cabelos longos e castanhos, bem diferente da capa do primeiro disco, em que ela está de cabelos curtos e descoloridos, com atitude rock. Alguns também apontam que ela teria feito até preenchimento de botox nos lábios. Foi a partir daí que ela definitivamente adotou o nome "Lana Del Rey" - combinação dos nomes da atriz Lana Turner (diva de Hollywood nas décadas de 40 e 50) e do carro Del Rey (modelo clássico dos anos 80 da automobilística Ford).

Ao lançar "Video Games", já devidamente rebatizada como Lana Del Rey, a cantora atingiu seu primeiro êxito. O videoclipe atingiu rapidamente um enorme sucesso na web, contando hoje mais de 3 milhões de visualizações. O vídeo, todo produzido e editado por ela mesma, contou com enxertos de filmagens de cinema clássico, e da vida cotidiana norte-americana. Além, de aparições da própria Lana, gravadas pela própria, com auxílio de uma webcam. Nostálgico e romântico até dizer chega, assim como a música, o videoclipe de "Video Games" tornou Lana Del Rey conhecida no mundo inteiro.

O sucesso retumbante do single "Video Games" rendeu a Lana uma série de apresentações na tevê e concertos - a maioria, com lotação esgotada em poucas horas. Em seguida, ela assinou contrato com a Interscope Records e Polydor para trabalhar no seu segundo disco, - Born To Die, lançado no dia 31 de janeiro de 2012. O álbum foi, no geral, um grande sucesso comercial. Consagrado como um dos discos campeões de venda de 2012, Born to Die emplacou cinco singles, incluindo "Video Games". E liderou as paradas de sucesso em mais de 10 países, tendo cerca de 3 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, até agora.

Em pouco tempo, Lana conquistou uma legião de fãs e admiradores. Tornou-se assídua das capas de publicações de enorme prestígio, como - GQ VogueVanity FairRolling StoneInterview, entre várias outras. Ainda em janeiro, a cantora assinou contrato com a NEXT Model Management - uma das três maiores agências de modelos do mundo. Executivos da Jaguar também anunciaram que ela endossaria a campanha do novo modelo Jaguar F-Type, no Salão de Motores de Paris, onde apareceu posando em setembro de 2012. Lana Del Rey também estampou a coleção de outono 2012 da grife H&M, - uma das maiores redes de fast-fashion mundial.

Visual e musicalmente, Del Rey parece um caleidoscópio de referências. Seu visual é nitidamente inspirado nas divas do passado - de Brigitte Bardot a Priscila Presley - com elementos de Audrey Hepburn e Lolita. Mas isso não a faz ser nem um pouco datada. A cantora tem atitude, sensualidade, e foi buscar até referências dos rappers para compor seu visual. Musicalmente, Lana também é completamente bizantina. Sua música é identificada com a Indie Pop, mas, apresenta elementos distintos de outros gêneros, como, o Hip Hop, o Jazz, e o Blues. Portanto, seu sincretismo musical faz dela a cantora alternativa de maior sucesso da atualidade. Sua voz aveludada e quente pode lembrar as antigas intérpretes de Jazz, mas sua maneira de cantar - quase melodramática - a faz se aproximar mais de Nancy Sinatra ou Marilyn Monroe.

Contudo, se as referências musicais de Lana são o mais distintas possível, a compositora passeia por lugares-comuns. Suas letras falam de amores fracassados, perdidos no passado. Mas ela não é excessivamente romântica, nem piegas. Lana destila sofisticação. Algumas de suas canções passeiam bem próximas a temas como o suicídio e a prostituição. Sendo assim, Del Rey é uma letrista de mão cheia, e suas letras requintadas não são um empecilho à sua popularidade, já que a garota também abusa de melodias de fácil apego e memorização. Sua imagem nostálgica parece exótica e deslocada do mundo atual, como se ela não pertencesse a esta época. Similar a Lana, talvez, só a inglesa Amy Winehouse, que infelizmente já não está entre nós. Mas Del Rey sabe como manter sua aparência enigmática, triste, teatral e absurdamente bela.
Porém, se a garota já mostrou que tem estilo de sobra, ainda falta superar alguns incômodos para definitivamente se consolidar no cenário. Del Rey tem graves deficiências quando se apresenta ao vivo. Em uma de suas primeiras aparições de destaque na tevê, no Saturday Night Live da emissora NBC, a cantora foi muito mal e recebeu uma saraivada de críticas por todos os lados. Os mais intransigentes chegaram até a afirmar que Lana Del Rey era uma farsa, tamanho foi ruim seu desempenho. Ela mesma já disse que sua timidez é sua maior inimiga. Esse é um problema sério, que ela terá de resolver se quiser se firmar na indústria. Os críticos e o público são unânimes em afirmar que ela tem pouca presença de palco, e tem dificuldade em lidar com a plateia. O que é um grave problema numa época em que os artistas sobrevivem substancialmente de suas apresentações ao vivo.

Eleita Mulher do Ano pela Revista GQ, ela é sem dúvida uma das grandes promessas no atual panorama musical. E já se firmou como um grande sucesso. Resta saber se Del Rey conseguirá se manter no topo e navegar com segurança por esta verdadeira tempestade que é a fase que ela está vivendo - a da "explosão" do artista. No seu último lançamento, o EP Paradise, - com oito novas canções - Del Rey já mostrou que manteve a qualidade técnica, artística e vocal, emplacando mais um grande sucesso, incluindo dois singles: "Ride" e Cola". Agora, é esperar para saber se nos próximos trabalhos esta cantora tão bela e tão misteriosa continuará tão triste e tão talentosa.

© obvious: http://obviousmag.org/archives/2013/01/um_misterio_chamado_lana_del_rey.html#ixzz3UZeY89BZ 
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

She and Him

http://www.sheandhim.com/preorder.html

Core Members: Zooey Deschanel, M. Ward
Formed in: 2006, Los Angeles, California/Portland, Oregon
Key Albums: Volume One (2008), Volume Two (2010)
She and Him are the collaborative project of actor Zooey Deschanel (the wife of Death Cab for Cutie's Ben Gibbard) and singer-songwriter M. Ward. Deschanel's on-screen career has long been musical: her second-ever film role was in Cameron Crowe's 2000 rock'n'roll memoir, Almost Famous, and she's sung on screen in films as divergent as Elf andThe Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford.
In 2006, Deschanel started working with Ward. A mumbling, blues-loving songsmith based in Portland, Ward has released six solo albums, collaborated with Beth Orton, Cat Power, and Jenny Lewis, and plays in the 'supergroup' Monsters of Folk with Conor Oberst, Mike Mogis, and My Morning Jacket's Jim James.
As She and Him, the duo play music steeped in old-timey jukebox standards, taking influence from Linda Ronstadt, Patsy Cline, The Beatles, and the 'wall of sound' production of Phil Spector. They've covered songs by The Beatles, Smokey Robinson, Skeeter Davis, and NRBQ, but otherwise Deschanel writes all the music and lyrics.
Background
Deschanel (born January 17, 1980) is the daughter of cinematographer Caleb Deschanel and actor Mary Jo Weir. She started playing piano when she was eight ("my parents didn’t want me to start until then, but I don’t know why," Deschanel recounts), and wrote her first songs almost straight away. As teenager, Deschanel taught herself guitar and ukulele, but, most of all, she sang.
"I remember always loving to sing and the way that I felt when I was singing," Deschanel recalls. "I recall singing when I was about 11 years old and thinking that I sounded like an adult when I was singing. It was a little frightening but kind of exciting too."
As well as often singing in films, in 2001 Deschanel founded the 'cabaret act' If All the Stars Were Pretty Babies with fellow actress Samantha Shelton, and continued writing and recording songs on her own.
Ward (born Matthew Ward, October 4, 1973), grew up in Southern California, and when he was 15, he was given an acoustic guitar and a songbook of Beatles guitar chords for Christmas. Shortly thereafter, he bought a four-track recorder, and began composing his own songs. It was the same four-track on which Ward recorded his third album, 2003'sTransfiguration of Vincent; his first for Merge Records, and his 'breakout' work.
Beginnings
In 2006, Deschanel and Ward were both working on the anodyne road-movie The Go-Getter. Ward was composing the film-score and Deschanel was its leading actress, and director Martin Hynes set the two of them up to record a version of Richard and Linda Thompson’s "When I Get To The Border."
Rather than being Hollywood starlet paired with anonymous indie dude, it was a marriage of fan and songsmith. "I loved his music," Deschanel would say, "it's so timeless and poetic; I was so honored to have the chance to work with him."
Deschanel "immediately had the feeling that this was a person [she] absolutely had to work with," and went she sent Ward a collection of her demos, a coincidence made the match seem fateful. "I sent Matt an a cappella version of [The Beatles'] 'I Should Have Known Better' that I had recorded, and it turned out that he, too, had recorded a version of the song," says Deschanel.
Going to Ward's Portland studio, the pair began work on that song —"it was a blast being able to work on a song that I loved when I was 15 years old," Ward said— and a collection of Deschanel's originals.
Ward matched the purity of Deschanel's Patsy Cline-ish pipes to grand, orchestrated, 'wall of sound' arrangements; the production roping in contributions from members of Bright Eyes, Devotchka, and The Decemberists. "Matt made everything sound so warm and beautiful and lush," Deschanel beamed, "he made [my songs] sound the way that I always wished they would in my head."
In March, 2008, the recordings were released as Volume One, under the name She and Him. Issued by Merge, the LP peaked at #71 on the Billboard chart. After a short stint of summer touring, the pair went their separate ways —Deschanel to make the movie (500) Days of Summer, Ward to work on his 2009 LP Hold Time, and the debut Monsters of Folk album— before reconvening for a second She and Him set.
Deschanel saw the making of their follow-up album as "easy," without the struggles that come from a follow-up. "This whole thing has only ever been motivated by me obsessively writing music, and Matt coming up with so many incredible ideas for producing that music," she says.
In March, 2010, Merge released She and Him's second record, Volume Two. And, in 2011, they followed it with the unironic seasonal set A Very She and Him Christmas.